melanotan 2: o agonista de melanocortina não seletivo e não aprovado
o melanotan 2 é um heptapeptídeo cíclico análogo do alfa-MSH que ativa de forma não seletiva quatro dos cinco receptores de melanocortina. esta página abrange o que é, como funciona, a pequena base de evidências em humanos, o histórico de segurança com base em relatos de caso, e a distinção crítica entre o melanotan 2 e o melanotan 1 (aprovado pela FDA). apenas educativo, sem doses.
Apenas para fins educacionais, não é aconselhamento médico. esta página foi escrita para pacientes e o público em geral que deseja aprender a ciência. não é orientação clínica e não recomenda nenhum peptídeo, dose ou plano de tratamento. consulte um profissional de saúde licenciado antes de usar qualquer produto de peptídeo.
o melanotan 2 é um heptapeptídeo cíclico sintético análogo da alfa-MSH desenvolvido na Universidade do Arizona no final dos anos 1980 pela equipa de Hruby-Hadley. ele ativa quatro dos cinco receptores de melanocortina e produz uma sobreposição de efeitos de pigmentação, apetite e comportamento sexual. não tem aprovação da FDA, EMA, ANVISA ou de qualquer outra agência reguladora, sendo ilegal a sua venda para uso humano na maioria dessas jurisdições.
o que é o melanotan 2?
o melanotan 2 tem a sequência Ac-Nle-c[Asp-His-D-Phe-Arg-Trp-Lys]-NH2, um peptídeo cíclico de sete resíduos fechado num anel rígido por uma ponte lactâmica entre a cadeia lateral de aspartato e a cadeia lateral de lisina. essa restrição produz uma molécula mais de 1000 vezes mais potente que a alfa-MSH nativa em bioensaios clássicos de pele de sapo.
a estratégia de conceção consistiu em truncar a alfa-MSH até ao seu núcleo ativo mínimo (resíduos 4-10), substituir a metionina 4 por norleucina para evitar a oxidação, substituir a L-fenilalanina 7 por D-fenilalanina para aumentar a potência e resistir à clivagem enzimática, e fechar a molécula num ciclo através de uma ponte lactâmica entre o aspartato na posição 5 e a lisina na posição 10 [1]. o resultado é um peptídeo pequeno, rígido e resistente a proteases que conserva o farmacóforo His-D-Phe-Arg-Trp e interage com múltiplos receptores de melanocortina com elevada potência. a molécula é estruturalmente distinta do melanotan 1 (afamelanotida), que é linear e tem 13 resíduos de comprimento. é também estruturalmente distinto do PT-141 (bremelanotida), o seu descendente cíclico quase idêntico que difere apenas no resíduo C-terminal (ácido livre vs. amida) e que afasta a preferência do receptor em direção a MC4R e MC3R.
a descoberta do melanotan 2 pertence à química de Hruby e à farmacologia de Hadley, numa colaboração na Universidade do Arizona na década de 1980. o primeiro ensaio piloto em humanos foi o de Dorr em 1996, em três voluntários, que estabeleceu a dosagem subcutânea e documentou o bronzeamento visível [2]. a Palatin Technologies cessou posteriormente o desenvolvimento do melanotan 2 como candidato a medicamento e concentrou-se no derivado estrutural PT-141 (bremelanotida), que foi concebido para a função sexual mediada seletivamente pelo MC4R.
como funciona?
o melanotan 2 é um agonista total não seletivo em MC1R, MC3R, MC4R e MC5R, praticamente sem atividade em MC2R (o receptor de ACTH que medeia a liberação de cortisol). a ativação do MC1R impulsiona a síntese de eumelanina nos melanócitos. a ativação de MC3R e MC4R no hipotálamo modula o apetite e o comportamento sexual. a ativação do MC5R afeta a função das glândulas exócrinas.
a via da pigmentação começa no MC1R na superfície dos melanócitos. a ligação ativa a Gs, aumenta o AMPc, ativa a proteína quinase A, fosforila a CREB e impulsiona a transcrição de MITF, o principal regulador da expressão génica dos melanócitos. o MITF, por sua vez, regula positivamente a tirosinase e as enzimas a jusante, deslocando a síntese de melanina no sentido da eumelanina (o pigmento castanho-preto fotoprotetor) e afastando-a da feomelanina (o pigmento vermelho-amarelo que pode gerar espécies reativas de oxigênio sob os raios UV) [3]. os efeitos no apetite e no comportamento sexual surgem da ativação central de MC3R e MC4R. o melanotan 2 atravessa a barreira hematoencefálica e ativa os neurônios MC4R nos núcleos arqueado e paraventricular do hipotálamo, reduzindo a ingestão de alimentos e modulando o gasto energético. a mesma atividade central atrai os circuitos de excitação sexual: a descoberta inesperada de ereções em voluntários masculinos nos estudos de Wessells de 1996-1998 redirecionou todo o campo do desenvolvimento de medicamentos da melanocortina para o PT-141.
a não-seletividade é a origem do amplo perfil de efeitos e das preocupações de segurança. ao contrário da afamelanotida (desenvolvida para o MC1R) ou do PT-141 (desenvolvido para o MC4R), o melanotan 2 não consegue separar o bronzeamento do apetito, da excitação sexual, dos efeitos cardiovasculares ou dos efeitos da secreção das glândulas. toda a família dos receptores de melanocortina é ativada em simultâneo, e não há forma simples de direcionar apenas para um efeito sem os outros.
o que mostram as evidências?
a base de evidências em humanos é pequena: um piloto de Fase 1 em 1996 em três voluntários para o bronzeamento, e dois estudos de cruzamento duplo-cego controlados por placebo de Wessells em 1998 (n=10) e 2000 (n=20) para a disfunção erétil. não existem evidências controladas em humanos para a segurança do bronzeamento estético, objetivos do apetito ou resultados no uso crônico. os registros pós-comercialização consistem em relatos de caso de eventos adversos graves.
Dorr e colegas publicaram a Fase 1 fundamental em 1996, em três voluntários do sexo masculino, demonstrando um bronzeamento visível após administração subcutânea de baixa dose ao longo de duas semanas [2]. o ensaio de Wessells de 1998 foi o primeiro ensaio cruzado em dupla ocultação (crossover) em 10 homens com disfunção erétil psicogênica, reportando ereções clinicamente aparentes em 8 de 10 homens no tratamento com melanotan 2 com uma rigidez média da ponta superior a 80%, durando 38 minutos versus 3 minutos para o placebo [4]. o ensaio de Wessells de 2000 expandiu o resultado a 20 homens com disfunção erétil mista psicogênica e orgânica, confirmando a resposta erétil em 17 de 20 homens sem estimulação sexual e reportando um aumento no desejo sexual em 68% das doses de melanotan 2 versus 19% nas doses de placebo [5]. nunca foi realizado nenhum grande ensaio clínico subsequente para a componente do bronzeamento. a Palatin Technologies abandonou o desenvolvimento do melanotan 2 em 2000 a favor do PT-141, e a molécula passou para a economia de pesquisa de peptídeos do mercado cinza.
a literatura baseada em estudos de casos após o ano de 2000 é a mais relevante. Nelson 2012 reportou que a aplicação deste peptídeo promove uma toxicidade base sistémica através do resultado nos domínios em rabdomiólise na consequência da inoculação ou via [6]. num relato de Peters com Hadimeri em 2020 a consequência num infarto de cariz base nos exames renais é atestada e apresentada [7]. a via e atuações de base cerebral com o síndrome (PRES) a referida nas frentes no artigo "Kaski 2013". a vertente com pendor aos processos oncológicos por via de Hjuler/Gronhoj com o caso em base associada aos exames de presença de melanoma no perfil na patologia e reações em quadros base aos consumos desta mesma medicação foram documentadas à altura [8]. a literatura a esta molécula e os eventos ou graus a doenças nas referências supracitadas nos relatos à base de utentes e frentes a estas doenças nas associações efetuadas ou graus de causa, serve enquanto referência da literatura e alerta às atuações sérias neste cenário à aplicabilidade.
status regulatório
o melanotan 2 não tem aprovação da FDA, EMA, ANVISA ou de qualquer outra agência para nenhuma indicação. é classificado como ilegal a sua venda para consumo humano nos EUA, na UE e noutras grandes jurisdições. as agências reguladoras em vários países alertam sobre a publicidade enganosa nos canais on-line, por não ser um produto oficial e aprovado. só é vendido como produto químico de investigação ou em mercados informais não regulamentados.
a grande diferença com relevo à biologia recai e encontra aprovação com frentes associadas nos outros derivados à linha "melanocortina" que foram de fato alvo aos testes para aprovação clínica aos cenários ou propósitos associados a doenças e via terapêutica base aos utentes como do derivado ou perfil de PT-141 (bremelanotida), o homólogo (de natureza base estrutural via MT-2 pela base terminal em formulação da terminação "C" com ácido livre da sua linha na biologia), com autorizações sob o nome (Vyleesi), nas reações ao THDS aos e na medicina nas reações do corpo feminino da patologia nas esferas pre-menopausais da biologia do perfil à indicação médica na área da via. num igual percurso mas na vertente do "bronze" a atuação de base na vertente aprova com a entidade da FDA o derivado no grau lineal do melanotan 1 (afamelanotida), que recebe o aval de atuações na via para a EPP num plano da medicina (sob as alçada SCENESSE no comércio). a base ou aprovações às linhas Setmelanotida com indicações aos perigos da "obesidade monogénica" com registos Imcivree encontram as formulações do derivado MT-2 mas nos domínios restritos e puramente ao grau do MC4R nas terapias orgânicas da saúde. de atestar nos pontos acima as reações ou vias de aplicação aprovadas por via ao perfil de uso ou tratamento com o peptídeo melanocortina de aprovação e aval das reguladoras na área de cada. as bases na compra nas frentes de pesquisa do mercado ou internet peca e compromete pelo processo sem regras das reações do MT-2 nas origens ou formulações do vidro no produto sem regulação ou crivos base aos processos.
perfil de segurança e efeitos colaterais
os efeitos mais frequentemente comunicados incluem náuseas, hiperpigmentação focal, escurecimento e alterações nos nevos pré-existentes, ereções espontâneas, diminuição do apetito, alterações transitórias da tensão arterial e reações no local da injeção. os relatos de casos graves incluem rabdomiólise, infarto renal, síndrome da encefalopatia reversível posterior e melanoma. a segurança do uso crônico permanece praticamente sem caraterização.
a complicação e avaliação face o pendor ao tempo longo (a reações a anos das vias do peptídeo nas aplicações à base orgânica), atestam e indicam por vias da literatura à reação adversa com o cancro (na ligação à frente a Hjuler num artigo do ano em melanoma a paciente consumidora, gerando frentes nos debates de frentes na proliferação de tecidos nevos "displásicos" na teoria nas bases de viabilidades teóricas de reações do corpo a esta tese ou graus ao perigo de cancro a frentes oncológicas não sendo até dados de RCT das proporções de evidências ou frentes e vias conclusivas e robustas ao teste real mas sim as vias ao laboratório nas formulações no teste as ligações nos tumores de biologia base da sua teoria). o panorama aos consumidores das instâncias na "JAAD" que procedeu no inquérito base qualitativo com a amostragem em de 29 utentes das tomas sem indicação das bases do consumo verificou com surpresa e que numa média etária a roçar aos 40 da vida que na sua essência a frente ou vias nos perigos biológicos nas vidas aos utentes em avaliação, estes descuraram por quase total as "potenciais vias da resposta negativa e perigo a vida orgânica nos sistemas ao corpo em geral", inclusive e pelo contraditório em tese reportando via tese empírica que os compostos geraram as defesas ou "proteções" com escudo no organismo face às agressões cutâneas num erro sem validade a tese ao laboratório e a prova em exames base ocidental as teses de proteção dos tumores com esta aplicação no formato da vida de consumo ou vias reais da exposição. o registo a vias aos estímulos e nas perturbações nas vias "vasculares" à pressões das tensões ou pressão arterial com bases aos processos do fármaco que impulsionou ou fez os testes aos derivados na fase em inalação para pt-141. nas vertentes à pigmentações de atuações na fase com registo ao rosto, mama com reações nas gengivas na resposta aos tratamentos do alvo na frente MC1R a com maior atuações em "marcação ou volume" perante e comparado da via no pt-141 na reação (em resposta do corpo aos recetores). náusea na atuações na base perante MC4R com a ação na biologia.
onde se enquadra na terapia de peptídeos
o melanotan 2 encontra-se na família dos agonistas de melanocortina como o percursor molecular do PT-141 (bremelanotida) e como a contraparte não seletiva cíclica do melanotan 1 (afamelanotida). compreender onde este se enquadra passa por perceber os porquês das derivações das vias nos recetores que geraram seletividade perante a incapacidade desta via nas atuações isoladas as frentes na patologia que deu fôlego e orientou em esforço as procuras ou tentativas aos desenvolvimentos na medicina a fármacos base posteriores e que foca a frente a resolver os dilemas desta a frente de base.
a aproximação as vias moleculares encontra um gémeo na frentes na sua química base de derivação que produz a fórmula do PT-141 (bremelanotida) com apenas as vias no grau nas reações no terminação ou lado C da estrutura a gerar e compor a via ou diferenciação a estrutura da ligação à biologia a atuar (ou reações perante o organismo e o MC4R em grau favorável com via na modulação na reação do eixo "sexual" de atuações e por sua via o decréscimo das atuações na vertentes bronzeadoras nas vias do recetor MC1R). nas resoluções às falhas ou respostas a medicação perante a doença e a aprovação na Fase "três" aos parâmetros da avaliação das regulamentações (nas formulações a FDA) e as frentes do grau das comercializações nos mercados "clandestinos" face os que entram por via da aprovação da receita e validação da agência ocidental da linha ao fármaco na segurança nos utentes a toma do remédio com atestado legal nas suas composições da farmácia.
no campo da vertente e de respostas nos "irmãos de raiz base ao peptídeo", encontra lugar a formulação de nome ou do grau ao composto a melanotan 1 (afamelanotida) nas quais as avaliações no teto ou do seio das aprovações da via em reguladora da linha americana tem base a SCENESSE nos seus atestados perante as doenças na classe a EPP. na ligação na vertente e bases do Alfa-MSH mas numa visão ao revés na fórmula da estrutura que origina as reações aos seus exames de testes com vias na biologia "lineais" perante a opção base de ciclo do (MT-2), de atuações mais virada ou dedicada ao recetor do MC1R nas vertentes ou da supressão das frentes ao eixo na ação as atividades ligadas aos focos das vias central de reações orgânicas na tese e na via base ou de aspeto "2". o Setmelanotida (da frente de Imcivree) que na frente ou grupo dos 3 perante os crivos a tese das leis das formulações as doenças da via das formulações à "obesidade das reações em graus monogénicos e via do gene do raro formato". nos quatros e de via ou em perspetivas da tese aos peptídeos as dinâmicas à seleção por ligações nos recetores e as sua vertentes a aprovações em crivo. um panorama e grau ou visão com contexto no eixos nas respostas da biologia de (alfa e MSH, POMC) poderá no curso em grátis aceder na tese das vias do humano com o corpo no sistema ao peptídeos.
perguntas frequentes
o melanotan 2 é um heptapeptídeo cíclico sintético análogo da alfa-MSH desenvolvido na Universidade do Arizona no final da década de 1980 por Hruby, Hadley e colegas. ativa quatro dos cinco receptores de melanocortina (MC1R, MC3R, MC4R e MC5R) e produz pigmentação da pele, supressão do apetito e excitação sexual como efeitos sobrepostos.
não. o melanotan 2 nunca foi aprovado pela FDA, EMA, ANVISA ou qualquer agência reguladora para nenhuma indicação. é classificado como ilegal para venda para uso humano nos EUA, Reino Unido, UE, Austrália e outros locais, sendo vendido apenas como produto químico de pesquisa ou em mercados paralelos não regulamentados.
o melanotan 1 (afamelanotida) é um análogo linear de alfa-MSH de 13 resíduos com seletividade para o MC1R, aprovado pela FDA como SCENESSE para a protoporfiria eritropoiética. o melanotan 2 é um heptapeptídeo cíclico de 7 resíduos que não é seletivo entre os receptores MC1R, MC3R, MC4R e MC5R. são moléculas diferentes com bases de evidências e status regulatórios distintos.
o melanotan 2 atua como um agonista total não seletivo nos receptores MC1R, MC3R, MC4R e MC5R. a ativação do MC1R nos melanócitos estimula a síntese de eumelanina. a ativação de MC3R e MC4R no hipotálamo modula o apetito e o comportamento sexual. a ativação do MC5R atua nas glândulas exócrinas. a falta de seletividade gera seu amplo perfil de efeitos e problemas de segurança.
relatos de casos incluem rabdomiólise, infarto renal, síndrome da encefalopatia posterior reversível e melanoma. efeitos comumente relatados incluem náuseas, hiperpigmentação focal, escurecimento de pintas, alterações na pressão arterial e ereções espontâneas. a identidade do produto no mercado paralelo não é controlada, o que agrava os riscos farmacológicos.
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referências (8)
- Sawyer TK, Sanfilippo PJ, Hruby VJ, Engel MH, Heward CB, Burnett JB, Hadley ME. 4-Norleucine, 7-D-phenylalanine-alpha-melanocyte-stimulating hormone: a highly potent alpha-melanotropin with ultralong biological activity. Proc Natl Acad Sci U S A. 1980. PMID 6777774.
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- Wessells H, Levine N, Hadley ME, Dorr R, Hruby V. Melanocortin receptor agonists, penile erection, and sexual motivation: human studies with Melanotan II. Int J Impot Res. 2000. PMID 11035391.
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- Peters B, Hadimeri H. Melanotan II: a possible cause of renal infarction: review of the literature and case report. CEN Case Rep. 2020. PMID 31953620.
- Hjuler KF, Gronhoj F. Melanoma associated with the use of melanotan-II. Dermatology. 2014. PMID 24355990.
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